
Há um ano, o projeto de extensão "Educação em Informação no Combate à Desinformação”, coordenado pelas pesquisadoras Marianna Zattar, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e Nysia Oliveira de Sá, também da UFRJ, tem promovido o pensamento crítico e ético a partir da educação midiática e da educação em informação para promoção da saúde no conjunto de favelas da Maré, na Zona Norte do Rio de Janeiro.
Localizado entre a Avenida Brasil e a Linha Vermelha, duas das principais vias da capital fluminense, às margens da Baía de Guanabara, o complexo abrange 140 mil pessoas e 16 comunidades – entre elas, Nova Holanda, Parque União, Baixa do Sapateiro, Morro do Timbau e Vila do João –, assoladas pelo cenário de desigualdade e vulnerabilidade socioeconômica que, historicamente, cinde a população brasileira. Mas, apesar das dificuldades em infraestrutura e de acesso a políticas públicas de qualidade, o território é marcado pela resistência cultural, com diferentes coletivos e iniciativas ao enfrentamento dessa realidade.
Nessa perspectiva, o projeto "Educação em Informação no Combate à Desinformação” reúne professores e pesquisadores da UFRJ, da Fiocruz, do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), da Universidade Federal Fluminense (UFF), da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), do Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ), do Instituto Nacional do Câncer (Inca), da Rede Baixada Literária e do Colégio Pedro II para a produção de um pensamento crítico, ético e solidário entre a população da Maré, com foco no combate à desordem informacional e à promoção de saúde.
O Grupo de Pesquisa Perspectivas Filosóficas em Informação (Perfil-i) também participa dessa iniciativa, por meio de Marco Schneider, pesquisador titular do Ibict, coordenador da Rede Nacional de Combate à Desinformação (RNCD) e professor do Departamento de Comunicação Social da UFF. “O projeto acontece desde 2015 e, a cada ano, é realizado com uma comunidade ou território diferente. Nesta edição, as ações foram desenvolvidas na Maré e nós tivemos a oportunidade de atuar no planejamento e na execução das atividades pedagógicas, centradas na educação midiática e informacional, a partir do pensamento crítico”, destacou.