Perspectivas Filosóficas em Informação

Marco Schneider, Bianca Lopes e Márcia Quintslr publicam na revista TPBCI

 

Publicação contempla trabalhos premiados no Enancib 2024

Fruto da premiação dos melhores trabalhos apresentados durante o 24º Encontro Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Ciência da Informação (Enancib), realizado em Vitória (ES), a pesquisa Informação pública: ruptura de protocolos e crise epistêmica, de Bianca Lopes, Márcia Quintslr e Marco Schneider está entre os artigos publicados pela revista Tendências da Pesquisa Brasileira em Ciência da Informação (TPBCI). Todos os autores são pesquisadores do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) e membros do grupo Perspectivas Filosóficas em Informação (Perfil-i).

O trabalho parte de um alerta feito pela pesquisadora González de Gómez acerca do cenário informacional configurado pela pandemia da Covid-19, em 2020: a quebra de protocolos e normas que asseguravam a informação confiável. De acordo com os autores, o artigo tem como objetivo compreender os efeitos da combinação de tais rupturas à fragilização das autoridades epistêmicas, como no caso do negacionismo científico, enquanto portas de entrada à desinformação na gestão pública, constituindo regimes de informação expostos ao descrédito.

Em uma pesquisa teórica, de cunho bibliográfico e documental, o trabalho articula a desinformação, a perspectiva ética da informação como realização da política pública e a abordagem epistemológica verística da informação, que inclui coo fator influente a autoridade epistêmica e prioriza autenticidade, verificabilidade e contexto.

"O enfoque empírico abarca fatos que contextualizam a gestão pública da informação no Brasil e destaca ocorrências de rupturas de protocolos e crises institucionais, cuja minimização exige a voz e a ação das autoridades epistêmicas pertinentes. A conclusão aponta o desafio de enfrentamento à desinformação no âmbito da gestão pública pela Ciência da Informação, face à latência permanente de fenômenos corrosivos das relações informacionais democráticas e inclusivas, assim como os riscos impostos pela frágil percepção ética da importância das responsabilidades epistêmicas envolvidas", ressaltam ao longo do texto.

O artigo encontra-se disponível, em acesso aberto, aqui.